terça-feira, 28 de outubro de 2008

Voce pensa que pode ser quem voce quiser
vender seu sorriso.jpg por mil libras
ou broadcastyourself por ae sem que nada lhe tire a dignidade
voce não sabe aop certo quantas montagens suas circulam pela Croácia aliviando hormonios pré-adolescentes
você não sabe ao certo quem tem acesso a suas mensagens de e-mail
você não sabe quem é o dono de nada
você se acredita dono de um espaço

revolucionárias fibras óticas!
revolucionários formatos de compressão e transmição de informação
você acredita que é fácil
e é de fato.

nós somos a geração que viu a porra toda mudar
eu só desconfio
durmo com um olho aberto
e o outro fechado
sabendo que o Roberto Piva não usa e-mail
e tentando frenéticamente me lembrar quem matou Odete Hoitman

e então eu estava sentada na mesa com uma distancia angular de 45° do rapaz em questão.
ele tentava ser simpático e eu pensava ...hum...gatinho,posso marcar contigo amanhã àssete, seria lindo, eu tu Val Kilmer,mas ó que trsiteza, meu celular não funciona, meu refrigerador não funciona. eu completamente abelinha, dizia coisas menos inteligentes do que eu gostaria, memsmo tendo a mesma primeira impressão que tive dele que é a de todas as pessoas: nem é tão inteligente assim. assáz presunçoso, quiçá meio limitadinho.
Hum...gatinho...direito na UERJ, concurso público, meu deus é bom partido, mas que isso, eu só queria uma boa trepada, não me venha com filhos, eu ainda não parei de fumar; ai senhor, saravá, ele é bonito demais, mais um gole de cerveja e eu vou com o personagem pra cama, o Lulu Santos diz que isso é fatal,eu não sei, vamos pra Copacabana,o Pina de recife voce não conhece, eu te digo, eu pensei no Otto enquanto te beijava...hum...olhos de psicopata, deixa eu te ver psycokiller ques que cés fa fa fa fa transmição de pensamento não é pra todos, sorry ninfetinha, você não, você nunca! apesar da minha causa já ser perdida.
eu disse muito obrigada mil vezes, tentei mergulhar ele disse desenvoltura eu pensei, huuummmmmm SEXO.
eu disse de novo bom dia, fui pra casa e até agora nada de mensagens.
eu quero agora pular da janela se não me jurares amor eterno.
SEXO.

sábado, 25 de outubro de 2008

eu gosto do silencio.
eu gosto de quando o teclado range, mas ainda assim de nenhuma voz se ouve.
eu gosto do nonada.
eu gosto de cativar a ironia dos outros.
eu gosto de amargo.
eu gosto de sarcasmo.
eu gosto de muita coisa que incomoda.
eu gosto que posso odiar muitas pessoas e não precisar convviver com elas.
eu eu gosto que todos os amigos que eu fiz até hoje.
eu gosto de escrever.
eu gosto de ler.
eu gosto de saber que eu su os filmes que eu vi e os livros que li.
eu gosto de me gabar.
eu gosto de conhecer pessoas na van.
eu gosto de gente careta.
eu gosto de gente revolucionária.
eu gosto de diversidade.
eu gosto de poder.
eu gosto de luxo & sedução.
eu gosto de presenciar vanguardas.
eu gosto do presente, mas mais ainda do futuro.
eu gosto de muita coisa.
eu tenho em mim agora uma enorme vontade de dizer o quanto eu gosto das coisas, porque existe uma linha muito fininha, quase invisível, entre o amor e o ódio.
eu hoje não quero odiar nada, nem ninguem. Nem o Gabeira nem o Paes. Nem a Flora em a Donatella. Nem o branco nem o vermelho.
nem a distancia e nem a presença.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

писать или не писать

A princípio, é necessário demais deixar claro que, para a minha integração social, eu aprendi desde cedo que as pessoas precisam, necessitam não falar tudo que lhes vem a mente. Eu falo mais ou menos 90% do que eu realmente penso, em determinadas situações até 100, não tenho a menor dificuldade nisso.
Acontece que eu saquei muito nova, por volta dos meus 5 ou 6 anos, que as pessoas, a maioria delas, simplesmente tem uma enorme dificuldade em compreender o que você realmente quer dizer; que elas podem interpretar e repetir suas palavras dando a elas outro significado, e que (esse é o mais importante, demorei muito pra sacar essa) elas simplesmente exigem que você use determinadas cordialidades, mesmo aquelas pessoas que te amam incondicionalmente. E eu sou por natureza, uma pessoa ríspida.
Eu posso passar aqui por uma pessoa reprimida (os que me conhecem sabem que eu não sou) ou por uma pessoa hipocrita, até, mas não. Eu simplesmente sou agressiva.
Eu escrevo rasgado, simplesmente porque não posso falar assim. Não aceito que falem assim comigo, logo não irei faze-lo com os outros.
Eu gosto de sangrar com palavras, códigos e outras viagens astrais por ae, de forma altamente pessoal as vezes, mas que de alguma maneira exprimem sim, minha visão sobre os fatos ou as estruturas sociais.
Então, amiguinhos, venho através desse meu post, tão formal, dizer porque é que eu prefiro não atuar em qualquer área de jornalismo, com excessão das vanguardas blogueiras e mídias colaborativas em que a liberdade de expressão codificação e autoria seja máxima.
Meu ápice jornalistico é esse blog.
E isso não é covardia. É uma escolha.
Eu não quero escrever sobre os fatos do mundo.
Eu não quero cotidiano.
Eu não quero fazer parte de nenhum formato.
Eu não quero demonstrar minha agressividade, que nem sempre é construtiva, simplesmente pra corroborar com uma iniciativa que sim, eu acho ducaralho, mas não é a minha!
A minha reflexão, a minha voz, o meu olhar, é sim, algo que eu quero expor.
Mas não por meio de textos organizados em folhinhas que as pessoas leem no metrô.

(e eu terei de agora em diante, sérios problemas de consciencia. A minha auto-afirmação enquanto parte da mídia entrará em choque, em colapso, em guerra com as minhas necessidades economicas. e agora josé?)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ele seria um belo moriarty
se soubesse dançar
talvez algum filho de piva,
se gritasse
se fosse talvez mais forte
mais grosso
mais bravo...
eu queria avisar à ele que
é perigoso ser assim, tão doce
eu queria avisar
mas ele nunca ouviria
quem seduz de graça
esquece que o mundo tem preço
(as vezes)

eu já vi menino.árvore e menino.nave.espacial
mas menino algodão é o primeiro.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Todo coração é um celular Revolucionário

Enquanto eu me estava apertada na merda do 485 descendo a linha vermelha com o aroma de desigualdade social me sufocando, fui pensando em como as pessoas que me cercam não tem o mínimo espírito gonzo dentro de si.
mesmo que cursando jornalismo, que cá pra mim é a autorização que o MEC te dá pra ser hipócrita ao redigir, eu ainda esperava que dentro de algumas cabeças pulsasse alguma vontade de subverter qualquer merda que fosse. mas em tempos de teorias políticas que celebram a merda da sociedade da vigilancia e não a sociedade de classes porpriamente descrita peloi nosso queridinho salve salve bróder Marx, é bonito demais criar miniaturas do Globo em que o editor é você. Logo, o dia que você for uma estagiáriozinho de merda dessa grande farsa chamada mídia hegemônica, você se sentirá pelo menos um tanto subversivo, enquanto jovem.
Gonzo, meu espírito é por natureza gonzo.
eu sou herdeira dos beatniks da roça, não posso cair muito longe disso tudo.
e eu muito me orgulho de sacar demais a onda da saga Salles e seu jornalismo literário tão bonito e tão ilçusório enquanto alternativa independente politicamente.
Eu sei exatamente onde eles me enganam, onde eles me podam e onde eles me sufocam, por isso mesmo eu não posso deixar de gritar litroz enquanto leio O Globo.
eu acredito numa mídia alternativa e independente, eu acredito no poder do blog como ferramenta de informação livre ( apesar de eu ser altamente contraditória ao hospedar meu blog no blogger.com por eu ter medo do Deus Google).
Eu vejo as Universidades públicas formarem intelectuaizinhos de direita disfarçados de engajados e isso simplesmente me enoja.
eu vejo pessoas se descabelando por uma vaguinha na Globosat, canal completamente falido das organizações Globo e eu fico com muito medo de eu ser a próxima entrevistada, porque comer no japonês de lá eu tbm quero.
mas eu ainda acredito nos H.S Thompsonssssss e nos próximos Kerouacs. Eu acredito nos na comunicação ativista.
eu acredito também nos shampoos que alisam/enrolam/hidratam seu cabelo com apenas uma aplicação.
Esse mundo tá mesmo meio perdido...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

pennyroyal tea

eu estava relativamente bem.
acordei cedo, mesmo tendo dormido tão pouco.
pele boa, cabelo bom, tudo tranquilo.
peguei um onibus para não atravessar o túnel. estava bem, não queria a sensação de claustrofobia que o túnel me dá.
pensei que eu preciso viver. eu preciso viver
eu preciso estar aqui. fpoi o que eu escolhi, eu escolhi tudo, eu tive a sorte de ter tudo que eu tenho. eu quis, e todo o resto que me dói, foi minha escolha.
eu olhei o rosto de um senhor no onibus. ele também teve que viver.
ele deve ter vivido uns 125 anos já, ele tem muito mais dor do mundo do que eu. ele viu muito mais coisa, tanto boa quanto ruim, ele carregou muito mais o mundo nas costas do que eu.
o drummond tá errado. o peso do mundo não é igual à mão de uma criança.
de repente um gosto de morte e uma ansia tomou conta de mim.
eu tinha que descer.
desci, entrei na ECO.
mais ansia
mais gosto de morte
mais gosto de desgosto
mais desanimo de ter escolhido
mais vontade de não.
de dizer não.
eu nunca digo não.

pela primeira vez, eu considerei desfazer.

todos os dias eu acordo com uma nova resolução maravilhosa para a minha vida.
acho que é por isso que as coisas não saem do lugar.
talvez uns nasçam para silvio santos, outros para henry chinasky.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eu to vivendo uma vida de anti-herói. e não é divertido.

"You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you"



O imã é um objeto meio ingrato
ele atrai o outro por uma propriedade física
por estar inserido num campo magnetico
que rege a terra
ele não faz por querer
ele simplesmente atrai o que tiver polo contrario e estiver perto dele
e aí
eles grudam


será que existe
um imã que atrai e gruda e deixa junto
dois pólos aparentemente contrarios
mas muito iguais?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

ESSE MUNDO TÁ ME ZUANDO, MEU.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

depois de vagar por caminhos
de ir tão longe
que esqueceram como volta
os andarilhos de saturno resolveram que ali seria o seu lar
e na terra nova resolveram estabelecer morada.
o homem construiu a casa
a mulher bordou as cortinas
as crianças acharam brinquedos
e houve até jantar de inauguração.
eles resolveram viver
eles resolveram sorrir
sem pressa
sem paranóias
sem lembrar das contas passadas
nem do outro mundo

pq na verdade
besta é tu
em não viver esse mundo
se não há outro mundo, já diziam os novos baianos.

e eles sorriram todos.


[os homens de Saturno me ensinaram a recomeçar]